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Faleceu, nesta quinta-feira (15), aos 77 anos, o ex-presidente da CODESA, engenheiro Wilson Calmon Alves. Ele esteve à frente do Porto de Vitória de 04.06.1990 a 09.06.1995. Quando assumiu, a companhia vivia grave crise financeira, resultado de baixas tarifas portuárias, do alto número de processos jurídicos pendentes e do inchado quadro de empregados. Calmon atuou para reduzir custos, ser mais eficiente no processo operacional e mais racional nas decisões orçamentárias. Com isso, sua gestão conseguiu equilibrar as contas e manter o foco na atração de cargas com mais eficiência no serviço. 

Calmon atuou em três frentes: qualidade, eficiência e competitividade. Investiu em pessoal, em inovações tecnológicas, em recuperação de equipamentos e em instalações portuárias. Como não havia dinheiro para grandes investimentos, optou-se pelo uso equacionado do que havia disponível para atender a demanda.

Uma das demandas foi a crescente movimentação de veículos (importação e exportação) no Porto de Vitória, lotando pátios e contribuindo no reforço do caixa. Carros, por exemplo, foram estocados até na Praça do Papa, em Vitória. Com isso, novas expressões surgiram na nomenclatura portuária, como EADI (Estação Aduaneira Interior) ou “porto seco”, que foram instaladas na Região Metropolitana de Vitória.

Vale ressaltar, ainda, a recuperação de dois cais históricos: Atalaia, em 1990, que estava nas mãos da CVRD, e Paul, que operava carvão para a Usiminas. Os dois terminais voltaram a ser administrados pela CODESA. Essas ações visaram preparar o Porto de Vitória para os impactos trazidos pela nova lei dos portos (Lei 8.630), antes e depois de sua promulgação em 1993.

Obras menores, mas nem por isso menos importantes, foram executadas na gestão de Wilson Calmon: recuperação, pavimentação e drenagem do Cais de Capuaba e do pátio de contêineres; construção de estacionamento para carretas e da 4ª linha férrea; ampliação do armazém de carga geral, e, na área cultural, abertura do Espaço de Arte CODESA e do Museu do Porto, que foram desativados anos depois.

Em sua carreira, Wilson Calmon foi diretor da extinta Portobrás (1984 a 1987), presidiu a Cesan (1987 a 1989) e foi diretor da antiga CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão – de 1989 a 1990). Também participou da construção de Portocel, em Aracruz, e foi o engenheiro responsável pela construção dos portos de Suape, em Pernambuco, e Sepetiba, no Rio de Janeiro.

 

Informações colhidas no livro “Alma de Portuário – História do Porto de Vitória”, do jornalista e escritor José Carlos Mattedi.

Coordenação de Comunicação da CODESA

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