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Equipes de educação ambiental da CODESA e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura de Vitória (Semmam/PMV) juntam forças para projeto de valorização dos manguezais. Estão sendo captadas e produzidas imagens do ecossistema presente na Baía de Vitória, que integra um dos conjuntos de manguezais em áreas urbanas mais representativos do Brasil. As gravações iniciaram no dia 31 de agosto e vão até o final deste mês de setembro.

O resultado final, em formato de vídeo, será utilizado nas atividades do projeto “Mangueando na Educação”, desenvolvido pela Gerência de Educação Ambiental (Gea/Semmam), que realiza ações educativas sobre a importância da preservação dos manguezais com estudantes, professores, grupos organizados, catadores de caranguejo, paneleiras, marisqueiras/desfiadeiras de siri, pescadores, entre outros.

Com a pandemia do coronavírus e as ações presenciais suspensas, a parceria tem buscado novas estratégias de divulgação da temática, sendo a produção desse vídeo em conjunto um importante aliado para ampliar a conscientização de maneira remota.

Desde 2017, a CODESA vem apoiando diversas iniciativas do projeto, como forma de fomentar a temática de preservação dos manguezais nas comunidades vizinhas ao porto; buscando atender, assim, ao que determina a condicionante 24 – Programa de Educação Ambiental da Licença Ambiental de Regularização do Porto n.º 06/2014.

Roteiro

Por se tratar de um ecossistema de extrema importância para a vida marinha e para o povo capixaba, os técnicos prepararam um roteiro que evidencia as características ecológicas e especificidades culturais e históricas locais. Serão apresentados os “aspectos bióticos, abióticos e socioambientais do ecossistema”, destaca a Bióloga e Educadora Ambiental da Semmam, Juliana Conde.

Também não ficam de fora desse material os impactos negativos provocados pela ação humana, como poluição e cata irregular de animais, e a importância da realização do defeso e ações de preservação ambiental. Participam da construção, uma equipe multidisciplinar composta por biólogo, geógrafo, jornalista, assistente social, videomaker, fotógrafo, entre outros.

O conteúdo tem a missão desafiadora de informar e promover sensibilização sobre a temática de forma leve e acessível para diversas faixas etárias. Por mais que os manguezais sejam protegidos por legislação federal, a educação ambiental tem um importante papel na disseminação de informações e conscientização.

Manguezais

São definidos como ecossistemas costeiros de transição entre os ambientes terrestres e marinhos, característicos de regiões tropicais e subtropicais, estando sujeitos ao regime de marés. Recebe esse nome devido a sua vegetação dominante de mangue, um tipo de vegetação halófita, que possui tolerância ao sal, sendo adaptada a viver em ambientes de planície de inundação de marés.

No Brasil, existem três espécies principais de mangue: mangue-branco, mangue-preto e mangue-vermelho. Esta última, é riquíssima em tanino, um tipo de tinta escura utilizada na produção da tradicional panela de barro capixaba – atividade reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil.

Os manguezais são ambientes de grande reprodução de diversas espécies de animais, sendo considerados berçários para a fauna. Neles, habitam diversos animais como peixes, crustáceos e aves, que ocupam a água, o solo e os troncos das árvores, podendo ficar ali por toda a sua vida ou apenas para se alimentarem ou reproduzirem.

 

(Por Rayanne Matiazzi)

Coordenação de Comunicação da CODESA

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