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O novo calado do Porto de Vitória tem gerado debates positivos em relação ao fomento e a geração de riqueza para toda a cadeia produtiva capixaba. Na manhã desta quinta-feira (25), o Sindicato do Comércio Exportador e Importador do Espírito Santo (Sindiex) promoveu um webinar, cujo tema foi: Novo Calado do Porto de Vitória: ganhos competitivos e oportunidades de negócios. O diretor de Planejamento e Desenvolvimento da CODESA, Bruno Fardin, foi um dos palestrantes do evento, que discutiu o novo calado dos 8 km do Canal de Vitória e quais ações estão sendo tomadas para aumentar a competitividade comercial capixaba.

O seminário foi conduzido pelo presidente do Sindiex, Sidemar de Lima Acosta e, além de Fardin, contou com dois outros palestrantes: Ilson Hulle, diretor de terminais da LOG-IN TVV, e Gabriel Martins Feitosa, subsecretário de Estado de Atração de Investimentos e Negócios Internacionais.

Competitividade

Em sua explanação, Fardin pontuou as vantagens com o novo calado, que proporcionará mais eficiência e competitividade ao Porto de Vitória, além de gerar ganhos consideráveis para o setor importador-exportador e toda a cadeia produtiva do Estado. Segundo o diretor da CODESA, com o novo calado, haverá ampliação significativa na capacidade de atração de cargas e, consequentemente, evitando perdas para outros portos. “A nossa expectativa é conseguir um ganho de 1,8 milhão de t., ou seja, aumento de 20% na movimentação de cargas”, destacou. Atualmente, o Porto de Vitória movimenta cerca de 7 milhões de t./ano.

Outro fator ressaltado por Fardin diz respeito à vocação do Porto de Vitória para a cabotagem, que terá incremento com o novo calado, possibilitando novas rotas marítimas. Para o diretor, a CODESA tem potencial para ser um hub (ponto central para coleta de produtos) dessa modalidade no Brasil e, por isso, chamou atenção para a necessidade de o governo implantar programas de incremento à cabotagem, como o BR do Mar.

Superestruturas

Para melhorar ainda mais a capacidade operacional do porto pós-calado, Fardin sublinhou a importância de investimento em superestruturas, que vem sendo trabalhado pela CODESA, e pontuou: maior utilização dos berços que hoje é de 50% e chegar aos 70%; melhorar o acesso rodoviário de Capuaba; investimento no modal ferroviário; implementar o empreendimento Portal do Príncipe; e, por fim, a desestatização do Porto de Vitória que, segundo ele, possibilitará maior eficiência operacional, mais mobilidade e dinamismo às decisões gerenciais com ganhos logísticos e, consequentemente, trará benefícios para toda a comunidade portuária.

De acordo com o diretor da CODESA, dentro do processo de desestatização, que inclui o Porto de Vitória e o de Barra do Riacho, o terreno da companhia em Aracruz pode ser vendido à iniciativa privada, “mas é um ativo que ainda está sendo discutido”.

Finalizando, Bruno Fardin destacou que a CODESA trabalha atualmente com forte estratégia comercial para atrair novas cargas, a partir das possibilidades abertas com o novo calado. Perguntado sobre navegação noturna no Porto de Vitória, ele argumentou que essa possibilidade existe com a conclusão da nova sinalização náutica, e que está em discussão com a Autoridade Marítima, a praticagem, Terminal de Vila Velha (TVV) e CODESA. “Acertando tudo, será mais uma vitória”, concluiu.

 

Coordenação de Comunicação da CODESA

 

 

 

 

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